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A SORTE

Volume VI

   Os alquimistas falavam de algo conhecido como correntes telúricas, algo hoje objeto de estudos da parapsicologia, que, com outros nomes, entende que o fenômeno é pertinente, embora ainda inexplicável.

   Se você dar uma volta por sua cidade, vai observar que existem determinados pontos dela onde as casas parecem ter uma carga negativa sentida à primeira vista, só no olhar.

   O mesmo fenômeno se manifesta em pontos comerciais que são os chamados micos, porque os estabelecimentos abertos ali, um após outro, invariável e sistematicamente não dão certo.

   Isso ocorre porque, no terreno sob a construção, existem correntes magnéticas chamadas correntes telúricas por uns, fluídos negativos por outros, correntes de mau-olhado, azar e outros nomes conhecidos.

   Piores são casas ou terrenos onde as tragédias se repetem, como assassinatos e acidentes, registrados ao longo do tempo e pairando permanentemente como ameaça sobre quem ali morar.

   Por outro lado, da mesma forma como existem as correntes telúricas negativas, existem as positivas essas impregnam as construções sobre ela, proporcionando simples mas maravilhosos talismãs para todos os momentos e, principalmente, para atrair a sorte. Vejamos alguns deles.

   PARA SORTE NUM NEGÓCIO COMPLICADO

   De repente você se vê às voltas com um problema tão complicado que somente a sorte poderá ajudá-lo(a) a sair dele. São problemas onde não apenas causas materiais estão envolvidas, mas principalmente causas além da nossa percepção.

   Para combater esse tipo de coisa e contar com a sorte no último instante, apele para uma simpatia muito simples:

   Pegue a chave da fechadura da porta dos fundos de sua casa, lave-a com água de poço fresquinha, tirada na hora, depois guarde-a num bolso traseiro de sua calça.

   Faça isso numa segunda-feira e, à medida em que for mudando de calça, vá passando a chave de uma para a outra.

   Para a porta de sua casa não ficar sem chave, use a cópia, se tiver ou mande fazer uma. O importante é que a cópia deverá ficar na fechadura durante esse tempo.

   Quando completar a semana, volte a chave principal à fechadura e guarde a cópia para uma outra simpatia.

   Observação: Ao guardar qualquer objeto de metal ligado a uma simpatia ou destinado a uma simpatia, faça-o numa gaveta ou numa caixa de madeira.

   PARA ESPANTAR O AZAR DE SUA CASA

   Observando um urubu voando do céu, percebe-se que ele vai fazendo círculos, à medida em que sobe. Isso porque ele aproveita as correntes térmicas que sobem do solo e simplesmente plana com ela, num ângulo ascendente.

   Se nós tentarmos encontrar no solo a origem dessa corrente térmica, dificilmente o conseguiremos. No entanto, elas se formam

   no solo e sobem, numa espécie de redemoinho invisível.

   A ave entende a linguagem da terra nesse momento, por isso sua utilização em simpatias das mais diversas é sempre muito poderosa, como esta, destinada a expulsar o mal de sua casa.

   Se você percebe que um dos membros da família ou mais de um, o que é pior, anda numa maré de azar que não há nada que dê remédio, faça o seguinte:

   Pegue penas de urubu e coloque-as em pé, uma atrás de cada um dos quadros ou fotografias emolduradas que você tiver nas paredes de sua casa.

   Se não tiver nenhum, providencie pelo menos três, um dos quais se possa ver assim que se entra pela porta da frente. O outro na mesma posição, só que em relação à porta dos fundos e o terceiro no quarto da pessoa que está sendo perseguida pelo azar, diante da cama dele, de forma que ao se deitar e ao se levantar ela possa ver o quadro ou a fotografia.

   Isso deve ser feito em qualquer dia da semana, exceto terça ou quarta-feira e ali permanecer por trinta e três dias. Findo esse prazo as penas devem ser juntadas e atiradas numa fogueira.

   PARA O AZAR NÃO CONTAMINAR

   Segundo as feiticeiras especialistas em assuntos de casa, o ideal seria que cada pessoa tivesse o seu prato, seus talheres, seu copo e sua xícara só para eles, de forma que um não usasse alguma coisa que fosse de outro.

   Se mesmo em família a questão é complicada, pois o azar de um pode impregnar talheres e louça usados por outro, imagine só quando se recebe uma visita, que poderá impregnar cada coisa que usar com um azar que pode ser involuntário, mas será um azar para quem se contaminar com ele.

   Assim, além de lavar cuidadosamente louças e talheres diariamente, deixe-os escorrer de boca para baixo até que sequem. Colheres e garfos devem ser virados com as pontas para baixo e as facas postas em pé, também com as pontas para baixo.

   Quando uma visita lhe pedir um copo de água ou um pouco de café, jamais permita que ela se sirva, apanhando ela mesma o copo e a jarra de água, por exemplo. Faça isso você mesma e assim que a pessoa terminar de usar, passe na água corrente e deixe de boca para baixo. Lave de novo mais tarde.

   PARA TIRAR O AZAR DA PELE

   Uma questão muito delicada numa casa é o uso comum de toalhas e de lençóis, sem haver uma separação a respeito do que é de um ou do outro.

   Por exemplo: uma toalha e um lençol que um dos filhos usa deve ser dele exclusivamente e jamais ser usados por um outro, principalmente de sexo diferente.

   O mesmo acontece com as toalhas de rosto e de banho que, sendo normalmente de tecido natural e mais absorventes, acumulam com muita facilidade essa energia telúrica que, mesmo sendo positiva, em excesso pode afetar as pessoas, desequilibrando-a e gerando uma terrível maré de azar.

   Na medida em que outras pessoas usam a mesma toalha ou os mesmos lençóis, essa maré de azar vai se expandindo como uma verdadeira epidemia.

   Para combater isso é só adotar uma providência muito usada por nossos antepassados, mas hoje muito em desuso com o advento das máquinas de lavar e as secadoras, que consiste em pôr as roupas de cama e banho quarar ao sol, antes de dar a última enxaguada e pôr no varal para secar.

   Outra providência necessária é usar varal de arame de aço e jamais os de alumínio ou de cordinhas plásticas.

   PARA ATRAIR A SORTE

   As correntes telúricas que passam sob nossos pés podem ser captadas pelas solas de nossos pés e pelas raízes das plantas. Em nosso caso, basta caminharmos descalços sobre a terra ou sobre um piso de madeira ou cimento. Revestimentos com materiais sintéticos, como carpetes e forrações, impedem que essas correntes cheguem até nós.

   Pegue um vaso da planta que você mais gosta e cultive-o sobre um tripé ou um banquinho de madeira. Vá mudando esse banquinho de lugar com certa freqüência e observe em que pontos a planta parece se desenvolver mais e isso independe de ser próximo da luz ou do ar livre.

   Esse local indica por onde a energia pode ser sugada pela planta e onde você pode se livrar dos fluídos negativos que atraem o azar, ficando com o rosto debruçado sobre o vaso por alguns segundos, várias vezes ao dia, principalmente nas horas em que o sol estiver mais quente lá fora.

   Quando se debruçar sobre o vaso, coloque os dedos indicadores enfiados na terra do vaso.

   PARA ENTRAR A SORTE E FICAR DE FORA O AZAR

   Quem mora num apartamento não tem esse tipo de problema com freqüência, muito embora também esteja sujeito a ele. Quem mora em casa sabe como é difícil manter do lado de dentro um bichinho de estimação, principalmente se for um gato.

   Gatos e cachorros costumam sair, passear pelos mais diversos lugares e, nesses passeios, vão se impregnando tanto de fluídos da sorte como fluídos do azar.

   Isso ocorre tanto pelos olhares que lhes são lançados, pelo contato com outros animais e pela infinidade de lugares, e de correntes telúricas diferentes, que podem percorrer num dia.

   O importante é que, quando eles volta, você esteja alerta para adotar uma providência simples e necessárias. Passe um pente de madeira no pêlo do animal, da cabeça para a cauda e depois da cauda para a cabeça. Repita três vezes, dizendo baixinho a cada vez, próximo da orelha do animal:

Se vem de sorte
Que fique e corte.
Se vem de azar
Que volte a andar.

   Observação: Sempre que for lavar seu cachorro, acrescente sete pedrinhas de sal grosso à água, juntamente com uma fitinha vermelha com sete nós. Se for um gato, pelo menos uma vez por semana passe um pano molhado em salmoura da cabeça para a cauda, por três vezes.

   PARA O AZAR TROCAR DE CASA

   Segundo os antigos, ninguém deve dar uma faca de presente para alguém, sem receber nada em troca, nem que seja uma moeda de um centavo. Conforme se comprovou em milhares de registros, isso dá azar, sempre deu e continuará dando.

   Se alguém lhe der uma faca, dê a ele algo em troca imediatamente. Por outro lado, se você anda enfrentando um maré de azar muito grande em sua casa, troque-a com a sorte de alguém, fazendo uma simpatia que, feita com os devidos cuidados, beneficia quem a faz, sem prejudicar ninguém.

   Quando as coisas estão muito azaradas em sua casa, pegue uma faca de ponta que esteja em uso, embrulhe-a num pedaço de pano vermelho, depois coloque-a dentro de um saquinho de papel para não dar na vista.

   Selecione qual de seus vizinhos ou mesmo parentes está numa maré de sorte muito grande. Quando fizer isso, vá até a casa dele e num dos cantos do muro ou da cerca, enterra a faca com a ponta para baixo, embrulhada com o pano e dentro do saquinho.

   Jamais conte a ninguém que fez a simpatia e nos sete dias seguintes evite de aceitar qualquer presente vindo de pessoas que moram naquele lugar.

   Se a pessoa estiver numa maré de sorte muito grande, você vai sentir isso quando ela, no mesmo dia, quiser lhe dar alguma coisa em troca. Resista e diga que vai pensar no assunto, dando uma resposta mais tarde. Não precisa dizer que não vai aceitar. Só não aceite nesses sete dias.

   Observação: O choque de retorno é uma situação que normalmente ocorre quando você deliberadamente tenta prejudicar alguém. Nesta simpatia em especial, entendem os estudiosos que não se quer prejudicar a pessoa na maré de sorte, mas atrair para si um pouco daquela sorte.

   PARA NÃO GUARDAR O AZAR ATRÁS DA PORTA

   Um dos instrumentos de casa mais úteis é a vassoura, mesmo para quem tem aspirador de pó, pois a vassoura ainda não pôde ser dispensada totalmente.

   Como se sabe, pelas suas utilidades e pelo seu poder mágico, a vassoura já foi até usada pelas feiticeiras e bruxas para se movimentarem pelo céu em suas viagens.

   Quando falamos de vassoura, no entanto, estamos nos referindo àquela vassoura tradicional, feita de matéria vegetal e adequada para lidar com fluídos negativos e tudo o mais que traz o azar.

   Percorrendo todos os dias o piso de sua casa, a vassoura vai se carregando de coisas baixas, que andam rente ao chão, como o azar. No momento em que você a guarda atrás de uma porta, com o cabo para baixo, a vassoura libera essa energia para o alto e ela, fatalmente se abaterá sobre os moradores da casa.

   Para que isso não aconteça, não guarde vassouras dentro de sua casa, mas sempre do lado de fora. À noite, antes de fazer isso, molhe-a com água corrente e coloque-a pendurada num local onde a água escorra e vá para o esgoto ou para a terra.

   Ensine isso para sua empregada e com esse tipo de azar você nunca mais precisará se preocupar.

   PARA O AZAR NÃO SENTAR À MESA

   Se a mesa de sua casa for quadrada ou redonda, você não precisa se preocupar com o azar que vem de fora. Se é retangular, então preste atenção na sua disposição e veja se um dos lados mais estreitos está voltado para o local onde nasce o sol e o outro lado estreito voltado para o local onde o sol se põe.

   Esta é a maneira correta de posicionar a mesa, mas é importante não deixar que essa harmonia seja quebrada, quando receber uma visita. Jamais, jamais mesmo, deixe a visita se sentar numa dessas cabeceiras da mesa. Ela deverá se sentar sempre numa das laterais para não desarmonizar a sorte da casa e transformá-la num inferno de azar.

   PARA ACABAR COM O TEMPO DO AZAR

   O tempo do azar é um conceito relativamente novo nas simpatias e se refere a um ciclo de sorte e de azar que se repetem alternadamente, numa espécie de biorritmo de uma casa. Segundo esse conceito, as marés de azar logo passam e em seguida vem uma de sorte e assim por diante.

   Alternando-se dessa forma, uma compensa a outra e a vida na casa segue equilibrada, sem maiores complicações. O problema grave surge quando o tempo de azar se prolonga mais do que o necessário.

   Quando isso ocorre, agravam-se os problemas que vão surgindo, transformando a vida entre aquelas paredes num verdadeiro caldeirão de desentendimentos e desamor.

   Para se reverter isso o mais depressa possível, é preciso mudar de lugar na casa todos os relógios, principalmente os de parede. Após isso, eles devem ser acertados com diferenças de até três minutos, de maneira que nenhum deles marque a mesma hora que um outro.

   Manter-se atento(a) a isso constantemente.

   PARA FILTRAR O AZAR

   As correntes telúricas negativas estão normalmente muito presentes, com uma intensidade muito grande, na água. Todos os processos químicos existentes podem purificar uma água ao máximo, tornando-a pura e cristalina, de uma forma que jamais prejudique o organismo de uma pessoa.

   Em razão da sua origem e de todo o seu ciclo na natureza, desde a evaporação, a transformação em chuva e o caminho percorrido entre as pedras, no leito dos rios e no mar, a água acumula cargas negativas inacreditáveis.

   Isso é fácil de ser entendido se considerarmos que tudo de ruim que existem pode ser lavado com água corrente e sal. Assim, Quando ela chega em nossas torneiras, ela está pura para o consumo e para o organismo, mas não para o nosso plano místico, que pode ser afetado por ela.

   Para o organismo, filtra-se a água até num filtro comum. Para o espírito, no entanto, filtra-se a água com um cristal. Para isso, pegue três cristais de uma só ponta e enterre-os ao redor do cano de entrada de água de sua casa, com as pontas voltadas para o cano.

   Antes de cobrir com terra, espalhe uma boa camada de sal grosso sobre os cristais.

   PARA TER SORTE O TEMPO INTEIRO

   O ciclo comum que alterna sorte e azar tanto pode ser quebrado a favor do azar quanto a favor da sorte. Entenda-se que a palavra quebrado está sendo utilizada o sentido de tirar um pedaço, fracionar e não anular.

   O que isso significa é que você pode aumentar o período de permanência da sorte e diminuir o período de permanência do azar.

   Para conseguir isso, basta que você não pendure nem coloque sobre nenhum de seus móveis um calendário ou uma folhinha nos três primeiros meses do ano.

   Faça isso só a partir do mês de abril, cortando, retirando ou rasgando fora os três primeiros meses da folhinha ou do calendário como se eles não existissem.

   O importante é que essa parte do calendário ou da folhinha deverá ser enterrada junto com um punhado de sal grosso, num terreno bem árido, onde nada cresça.

   PARA A SORTE NÃO FUGIR

   O ato de lavar uma peça de roupa em água corrente, mesmo que isso seja feito por uma máquina lavadora,
isso seja feito por uma máquina de lavar, muito mais do que um ato de higiene é um ato de proteção.

   A água corrente, principalmente se a ela for acrescentado sempre um punhado de sal grosso, é um dos elementos limpadores mais sensíveis da natureza, levando consigo todos os maus fluídos e deixando apenas os fluídos limpos da sorte.

   Lavar, secar, passar e pendurar a roupa são atos realizados mecanicamente por qualquer dona de casa. Fechar as portas dos armários e guarda-roupas também, mas nem sempre os filhos e o marido fazem o mesmo.

   Há mulheres que vivem o dia todo fechando portas que os outros abriram. Ela está certa, principalmente porque isso faz com que os bons fluídos que estão impregnando a roupa escapem para o resto da casa e acabem se anulando.

   Um dos sintomas mais comuns disso é quando a pessoa se coloca diante do armário ou do guarda-roupa e não sabe o que vestir. Não é por falta de opção, porque quem tem uma, só veste aquela. Quem tem, porém, mais do que uma e entre elas nenhuma praticamente "pede para ser vestida", é sinal de que portas andam ficando abertas desnecessariamente.

   PARA O AZAR NÃO EMPOÇAR

   A análise de todos os registros demonstra que é muito mais fácil o azar parar num local do que a sorte. Isto porque a sorte é algo muito mais suave e mais leve, mais sensível e mais espiritual, enquanto que o azar é mais material e apegado à matéria e quanto mais suja for essa matéria, melhor ele se sentirá ali.

   Dentro de uma casa existe mil e uma maneiras do azar ficar empoçado e ali proliferar como uma praga daninha.

   Uma delas, muito simples de ser evitada, é cuidar para que não haja vazamentos de espécie alguma nos canos da casa.

   A outra, muito mais simples ainda, é não deixar que xícaras, copos e pratos fiquem sujos sobre a pia ou sobre a mesa mais do que três horas.

   Se for absolutamente impossível lavá-los em seguida, passá-los sob água corrente, depois deixá-los de boca para baixo até que possam ser lavados.

   PARA NÃO PISAR NA SORTE

   Esta simpatia, segundo os registros consultados, é milenar e tem sua origem no oriente há mais de cinco mil anos. Um reflexo dela é observado nos costumes dos orientais, de não entrar calçado em suas residências, deixando do lado de fora os sapatos que usaram para andar o dia todo e passar, logicamente, sobre uma quantidade enorme de correntes telúricas das mais diversas.

   Em nosso país isso dificilmente vai pegar, mas era observado rigorosamente por nossos ancestrais, que assim que chegavam em casa, retiravam os sapatos e calçavam chinelos ou outro tipo de sapato.

   Para sair de casa usavam um par de sapatos, mas tiravam-no porque afirmavam que o azar é algo rasteiro, que se prende às solas dos sapatos. Ao entrar na sua casa, após caminhar pelas ruas, podiam estar trazendo com eles o azar que anularia a sorte e a harmonia de seus lares.

   Observação: O exemplo pode parecer simplista demais, mas quem parar para pensar vai perceber que as brigas mais sérias entre casais ocorre quando voltam para casa ou quando um deles volta para casa. Isso se agrava quando, trazendo algo rasteiro como o azar consigo, ainda vêm embriagados e acompanhados de toda sorte de espíritos inferiores que circulam sobre a face da Terra.

   PARA CORTAR O AZAR

   Um dos instrumentos mais místicos e mal explorados em toda casa são as tesouras. São como duas lâminas isoladas que se unem com um único objetivo: cortar o que se interpor entre elas.

   Ao mesmo tempo, tanto podem se abrir para formar uma cruz comum, onde Cristo morreu, como a cruz invertida, onde foi supliciado um dos apóstolos, demonstrando que ela serve para o mestre ou para o discípulo.

   A melhor maneira de podar uma planta é usando uma tesoura apropriada. Com isso ela voltará logo a se desenvolver e não sentirá tanto quando sente quando cortada com um outro instrumento, por mais afiado que seja.

   As bruxas normalmente caíam em transe, quando se lhes mostrava uma tesoura aberta. Espíritos malignos se afastam, quando encontram uma tesoura igualmente aberta.

   Uma tesoura em pé, sob a cama, dentro de um copo de água, afasta insônias e pesadelos. Ajuda a cortar o tecido que fará a roupa do batizado, com a mesma disposição com que corta a que será a mortalha.

   Presta-se, também, como instrumento para cortar o azar e isso é muito praticado por quem tem algum conhecimento de feitiçaria e bruxaria.

   Como se trata de algo que envolve a magia branca, nada impede que seja usada livremente e até recomendada.

   O uso é simples. Diariamente, abra uma a uma as torneiras de sua casa. Esfregue sal nas lâminas da tesoura, depois use-a como se estivesse cortando a água que cai de cada torneira.

   Repita sete vezes em cada torneira, passando sal uma vez e cortando sete vezes a água.

   Após isso, lave a tesoura, seque-a com um pano branco, depois deixe-a ao sol com as pontas para baixo. Repita esta simpatia todo início de mês ou no terceiro dia da Lua Cheia.

   PARA LAVAR O AZAR

   Esta era uma simpatia muito utilizada antigamente, quando as casas eram de chão batido e estava relegada ao esquecimento, se um estudioso não tivesse descoberto o verdadeiro princípio que estava envolvido nela.

   Nas casas de chão batido, antes de varrê-lo, usando sempre uma vassoura de cerdas naturais, usava-se jogar um pouco de água. Sempre se achou que essa água era apenas para que não se levantasse poeira quando se fosse varrer.

   Com o aprofundamento dos estudos sobre as correntes telúricas, descobriu-se que a água impedia a poeira de se levantar, mas isso era proposital, pois algo tão rasteiro não podia ascender, levando consigo tudo de ruim que circula rente ao chão.

   Assim, ao ser jogada, a água tinha o papel de fazer reentranhar-se tudo que de negativo houvesse na superfície, de forma que ela pudesse ser varrida sem maiores problemas.

   Observação: Nunca é nem será demais repetir que o uso de vassouras de cerdas naturais é algo que encontra eco na natureza e nas forças que vivem constantemente em equilíbrio.

   O plástico, originário do petróleo que, por sua vez, é resultado da decomposição de seres vivos, animais e vegetais, carrega sempre consigo uma carga muito pesada de fluídos negativos que, até o momento, não se conseguiu purificar adequadamente.

   PARA CUSPIR FORA O AZAR

   Alguns registros muito antigos diziam que, quando se dorme com a boca aberta, permite-se que espíritos e fluídos negativos se instalem nela, caminho inicial para atingirem seu coração.

   Ocorre que ninguém sabe se dorme ou não de boca aberta e só mantendo alguém toda a noite junto de si é que conseguirá a resposta, mesmo assim em relação aos dias observados, que serão negativos na maior parte das vezes justamente porque o que não presta tem muitos meios de evitar que seja visto.

   Assim, a melhor maneira é fazer o que faziam os antigos piratas, logo que acordavam. Pegavam água salgada do mar mesmo, tomavam um grande gole e faziam gargarejos e bochechos, lavando a boca, depois cuspindo fora a água.